sexta-feira, fevereiro 16, 2018

Não há E-fome que não dê em E-factura

Todos os anos prometo o mesmo: desta vez é que eu não vou deixar a validação de facturas para o fim do prazo. Vou ser um cidadão responsável e validar facturas dia a dia. É rápido e fácil. Ou então semana a semana. Assim é que é. Tiro um bocadinho ao fim-de-semana e valido, não custa nada. Se calhar é melhor mês a mês. Sim, mês a mês é mais sensato. E depois chega Fevereiro e tenho as facturas todas por validar. Sou, ao mesmo tempo, um daqueles políticos aldrabões e o eleitorado traído.

Esta semana tenho estado a dar o meu passeio anual pelos bens e serviços que adquiri nos doze meses anteriores. É contabilidade e nostalgia. Um álbum de recordações do consumo. Depois de um ano a pedir facturas e a fornecer números de contribuinte, dedico-me agora a verificar facturas e a reintroduzir números de contribuinte. É pena que o sistema fique por aqui. Gostaria muito de manter o convívio com estas facturas por mais algum tempo. Tenho a certeza de que, com um pouco de imaginação, o Ministério das Finanças conseguiria encontrar uma maneira de, depois do pedido e da validação, obrigar o cidadão a realizar mais duas ou três operações fiscais com estas mesmas facturas. Uma revisão da validação, por exemplo. Ou a verificação da revisão da validação. Ou a comemoração das bodas de prata da validação, efectuada 25 anos após o pedido da factura.

Enquanto o processo de validação se mantém como está, o contribuinte tem o gosto de se confrontar com facturas que foram inseridas e validadas, outras que foram inseridas mas estão por validar, e outras ainda que nem foram inseridas nem estão validadas. Ninguém sabe porque é que o sistema deixa facturas por validar ou inserir, mas todas estas três modalidades oferecem diferentes prazeres. A simples verificação conforta, mas a validação realiza-nos. E a reintrodução completa de facturas requisitadas há meses exercita a memória. A que se referem estes 12 euros e meio que paguei à “Manuel Antunes, Lda” a 12 de Maio de 2017? Será uma despesa de Habitação? Saúde? Ou Outros? Não faço a mínima ideia. Por isso, em princípio, é Outros. 
É impressionante o dinheiro que, anualmente, gasto em Outros.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ Visão

domingo, fevereiro 11, 2018

Bruno Triolho, bondade e satiras

Cada um sabe de si e Nosso Senhor sabe de todos. Ora aqui está uma pérola da sabedoria popular. Aplica-se a tudo. Até a clubes de futebol. Cabe, assim, aos sportinguistas discutir a vida associativa do seu emblema e cabe aos demais, aos que não são sportinguistas, evitarem intrometer-se gulosamente nessa discussão alheia com juízos, bitaites e outras ingerências atrozes. Dos aspetos teóricos aos conteúdos mais informais, o momento associativo em Alvalade dispensa, certamente, as opiniões e as sentenças vindas do exterior. Técnicos de opiniões gerais de outras cores e mestres do 'achismo' parcial, abstenham-se de exibir toda a vossa sabedoria sobre revisões de estatutos que não vos dizem respeito, sobre o método de Hondt, seja lá o que isso for, e sobre convocatórias que não vos convocam para coisa nenhuma. Enfim, abstenham-se de perorar sobre a vida dos outros a quem nunca perdoam quando esses 'outros' cometem o mesmíssimo pecado da intromissão nos momentos mais azougados dos vossos e dos nossos clubes, tal como acontece frequentemente.

Sobre a alegada 'crise' no Sporting já disse, portanto, tudo o que queria dizer. Isto é, nada. Há, no entanto, duas questões absolutamente marginais à vida própria dessa instituição desportiva que, por isso mesmo, por serem de essência marginal ao Sporting, não me impedem de achar qualquer coisa, ainda que insignificante como irão de seguida constatar.

A relação da comunicação social com o presidente do Sporting é exemplo de uma sujeição bastante curiosa. Admite-se, por reverência e proteção devida à figura institucional do dirigente de um grande clube, que lhe corrijam por bondade e zelo os erros ortográficos na transposição dos seus escritos do Facebook para o papel impresso ou para as edições on-line. Mas interrogo-me por que razão não existe a mesma bondade da imprensa livre, a mesma proteção e o mesmo zelo – mais importante é o zelo! – quando trata de dar à estampa, publicitar e fazer ecoar listas com os nomes de meia centena supostos proscritos como se um procedimento destes fosse inocente, inconsequente e normalíssimo no ofício de bem informar. Não causa assim admiração a renúncia de Vasco Lourenço ao cargo que detinha no clube. Não foi para isto que ele fez o 25 de Abril.

Depois da ortografia, da comunicação social e da política, segue-se agora a questão do teatro. Lamentou-se o presidente do Sporting de ser vítima de sátiras nos palcos de Lisboa. O facto, em si, nada tem de espantoso. O que é espantoso, para quem desconhece os sintomas, é o facto de o autoproclamado presidente Bruno 'Triolho' não perceber por que razão é ele, e logo ele que se considera mais inteligente do que toda a gente, um alvo dessas chacotas teatrais.
Para terminar, uma breve consideração sobre mais uma jornada da Liga: Benfiquinha, não corras logo à noite em Portimão e vais ver o que te acontece.




Fonte: Leonor Pinhão @ record

sábado, fevereiro 10, 2018

Sherlock Holmes e o caso do camarote presidencial

Vamos começar pelos factos (para os leitores mais jovens, esclareço que “factos” eram uma coisa que os jornais publicavam antigamente, antes do advento das chamadas fake news): Mário Centeno pediu dois bilhetes para ir ver o Benfica-Porto com o seu filho no camarote presidencial do Estádio da Luz; os filhos de Luís Filipe Vieira obtiveram isenção de IMI para um imóvel que recuperaram no Chiado; as autoridades fizeram buscas no gabinete do Ministério das Finanças para averiguar se há relação entre uma coisa e outra. Sucede que a decisão de isentar imóveis de IMI cabe à autarquia, e não ao ministro; e o imóvel em causa qualificava-se legalmente para beneficiar dessa isenção. Pode ser que um destes factos não seja um facto, dado que os recolhi na cada vez mais falível comunicação social. Mas, havendo aqui factualidade, é difícil reconhecer a justiça portuguesa. Estamos perante um caso em que se desconfia que, em troca de dois bilhetes para ir à bola, um ministro concedeu um benefício que não tem poder para conceder a cidadãos que não precisam de favores para o obter. As autoridades judiciais não costumam ser tão zelosas. Ainda não foi assim há tanto tempo que houve para aí umas confusões envolvendo uns submarinos e um centro comercial em Alcochete sem que qualquer gabinete tivesse sido revistado.

Em Portugal, como sabe até quem não tem formação jurídica, há cortesia, jeitinho, favor e corrupção. Destes, só a corrupção é ilegal – e, felizmente, quase nunca ocorre no nosso país. A oferta de bilhetes a Mário Centeno parece ser um pouco mais que uma cortesia. Mas, em princípio, não passou de um jeitinho. Não foi uma cortesia, na medida em que a cortesia costuma ser voluntária. Aqui foi requisitada por Centeno, o que a transforma num jeitinho. Creio que seria um exagero qualificá-la como favor. Mas Mário Centeno está a ser investigado por um crime. Resta-nos, por isso, uma hipótese: ver futebol pode configurar a prática de um crime – o que não é surpreendente. Diz-se que, em Portugal, há criminosos entre os dirigentes, os jogadores e os árbitros. Era uma questão de tempo até os espectadores também estarem sob suspeita. Se o futebol português é um crime, assistir é cumplicidade. Mário Centeno precisa de um bom advogado.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira@Visão


sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Nem 30 nem 300

Assim que o Governo anunciou a intenção de reduzir para 30 quilómetros por hora o limite de velocidade nas localidades, várias pessoas reclamaram: “Só?! É muito pouco!” E vários habitantes de Lisboa e Porto disseram: “Tanto?! Quem me dera. Quando circulo em hora de ponta raramente passo dos cinco à hora.” Parece ser uma daquelas ideias que indispõe toda a gente. Os automobilistas das grandes cidades já estavam condenados a engonhar por causa dos engarrafamentos, e agora passam a ter de engonhar também por causa da lei. Pessoas que moram em Benfica e trabalham no Parque das Nações melhoram a sua qualidade de vida se se mudarem para a Nazaré. É mais rápido vir da Nazaré para Lisboa, a 120 km/h, do que atravessar a cidade, a 30.

Como sempre faço antes de me pronunciar sobre qualquer tema, levei a cabo um profundo estudo sobre esta medida e, durante a semana, experimentei andar por Lisboa a 30 km/h. O balanço foi extremamente positivo para a minha segurança e a de todas as pessoas com as quais me cruzei, e extremamente negativo para a reputação da minha mãe, sobre cuja suposta actividade profissional isenta de impostos ouvi muitos comentários. Tirando ter de suportar a azeda animosidade dos seus concidadãos, o automobilista que circula a 30 só recolhe benefícios. A esta velocidade é perfeitamente possível ir adiantando o jantar, no caminho para casa. Ou ler um livro. Obtém-se uma nova tranquilidade, muito rara na vida urbana. Uma vez experimentei meter a terceira mas o carro não aguentou. Faz-se o caminho todo em segunda e não é preciso estar a mexer na caixa de velocidades. Dois funcionários da EMEL tentaram multar-me porque não perceberam se eu estava estacionado ou a andar. Fui ultrapassado por praticantes de running (que é, aliás, o antigo jogging. Trata-se de correr, na verdade, mas em estrangeiro). Depois de uma luta renhida, ultrapassei um senhor que ia de burro. Pessoas que iam a pé no passeio pensaram que eu estava a segui-las sinistramente e atiraram-me frutas ao pára-brisas. Foi uma experiência repleta de novas sensações.

A medida parece integrar-se num pacote abrangente que pretende criar um novo tipo de português que não fuma (porque já quase não existem espaços em que o possa fazer), não bebe refrigerantes (uma vez que os impostos sobre as bebidas açucaradas dispararam), não come rissóis nem sandes de presunto nas cantinas hospitalares (após a proibição da secretaria de Estado da Saúde) e conduz a 30 à hora (na sequência desta ideia do ministro da Administração Interna). Em princípio, nunca mais um português morrerá. A não ser de tédio. Mas, ao que tudo indica, o tédio também será proibido muito em breve.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ Visão

terça-feira, janeiro 30, 2018

O novo substitui o velho? Sim, talvez, mas calma aí...

Ainda que entradote na idade e, por isso mesmo, já esfumada aquela verve que lhe foi tão preciosa nas batalhas contra o Terreiro do Paço, deu-nos o presidente do FC Porto esta semana – a semana em que pelo décimo ano consecutivo se conseguiu "ver livre" de mais uma Taça da Liga – prova cabal de que em matéria de bom senso e de agilidade mental nada tem a temer no confronto directo com o seu anunciado sucessor Francisco José Marques. O funcionário em questão será, em função das circunstâncias, um bom director de comunicação do FC Porto mas, realmente, tem de contratar com urgência um director de comunicação para si próprio se quiser avançar para a presidência.

É que este Francisco, sendo umas boas décadas mais jovem do que o presidente do FC Porto, saiu-se esta semana com uma frase de índole autopromocional – "no futebol português tem de haver um Chico esperto" – que, certamente, nem como slogan lhe renderá proveitos. Porque se é para ser "esperto" que se candidata, com franqueza, apenas "esperto" é, enfim, coisa pouca.

Esperto a valer foi o ainda Pinto da Costa quando a imprensa – ávida de sururus e nostálgica daquelas tiradas "com a ironia do costume" (tão século XX!) – quis saber a sua opinião sobre o modo e, sobretudo, os modos com que o presidente do Sporting celebrou na tribuna VIP de Braga a grande penalidade convertida por Bryan Ruiz que colocaria a sua equipa na final da Taça da Liga. Ao contrário de qualquer Chico esperto intelectualmente capaz de dedicar a semana que antecede a visita do Benfica ao Restelo a insultar de alto-a-baixo "Os Belenenses", o presidente do FC Porto sabe dar importância às urgências do momento e sabe dar valor à utilidade prática de um parceiro institucional por mais idiota que se apresente aos olhos vesgos de escrutinadores parciais.

Frustrando os intentos sensacionalistas dos jornalistas, e mantendo com firmeza o rumo da estratégia traçada, disse Pinto da Costa não estar ali "para dar lições" a ninguém. Isto, sim, é de estadista consciente da sua obra, do seu currículo, do seu legado. No dia – que venha longe! – em que o presidente do FC Porto quiser e puder "dar lições", aí sim, vamos ter o caldo entornado.

Na semana passada, como estarão recordados, nasceram e morreram milhões de especialistas instantâneos em estruturas de betão e esta semana, para variar, foi a vez de milhões de especialistas instantâneos em leitura labial surgirem do nada e para nada. O Tiquinho já pediu desculpa ao treinador que de tão traumatizado que ficou nem conseguiu ver os penáltis. O Coentrão não pede desculpa a ninguém porque, segundo explicou, é "um homem" e não "uma máquina". Mas está equivocado. É uma máquina. Se fosse um ser humano tinha sido expulso em Setúbal e em Braga. Agora, francamente, expulsar uma máquina…



Fonte: Leonor Pinhão @ Record

quinta-feira, janeiro 25, 2018

O problema da habitação

Quando se soube que, no mês anterior às eleições internas do PSD, 13 mil militantes tinham ido pagar as quotas para poderem votar, louvei o surto de militância, mas receei que a despesa súbita pesasse no orçamento daqueles sociais-democratas. Não me enganei. Agora veio nos jornais que, em Ovar, 17 militantes do PSD moravam na mesma casa. O que gastaram nas quotas foram forçados a poupar na renda. Talvez não tenha sido um grande sacrifício: uma comunidade de militantes do PSD, vivendo juntos e dormindo em camarata, é uma boa ideia. Estimula a entreajuda e a troca de impressões sobre a vida interna do partido. Uma espécie de internato ideológico. Os militantes do Bloco vão acampar para a mata; os do PSD vão coabitar numa vivenda em Ovar. Faz sentido.

Fiquei mais sossegado quando os jornais foram investigar a casa em questão e descobriram que não era habitada por 17 pessoas mas por apenas 8 – nenhuma das quais militante do PSD. Melhor ainda: 17 militantes do PSD possuem uma moradia em sociedade e alugam-na a gente que não é social-democrata. Lucram onerando pessoas de outros quadrantes ideológicos.

O caso é ainda mais interessante no número 379 da Rua dos Pescadores, na mesma localidade. Nessa morada vivem mais 
8 militantes do PSD, embora não haja lá qualquer casa. Vivem num terreno baldio, demonstrando um despojamento e um amor à natureza que vão rareando neste nosso mundo moderno. O episódio faz lembrar as eleições internas do PS, em 2011, altura em que vários militantes de Coimbra declararam morar na Rua da Amizade, que seria um excelente sítio para viver, não fosse o caso de não existir. A militante que denunciou o caso foi justamente expulsa do partido. Mandaram-na para o olho da rua, e dessa vez era uma rua real. Mas, uns anos mais tarde, o Tribunal Constitucional reverteu a expulsão, o que não se compreende. Se há militantes que desejam morar numa rua que não existe, não devem ser impedidos. É um direito e, simultaneamente, uma divertida partida pregada aos CTT. Eu próprio gostaria de viver numa casa inventada, sita numa rua fictícia, pagando uma renda imaginária e um IMI quimérico. É poesia e poupança, tudo ao mesmo tempo. E eu aprecio poesia e gosto ainda mais de poupança.

Fica desmentida, portanto, a ideia de que PSD e PS são os partidos chatos do pragmatismo. Há aqui uma espécie de bloco central do sonho e da utopia, da imaginação e do devaneio. Gostava de enviar um postal de parabéns a ambos os partidos, mas não sei a morada.



Fonte: Ricardo Araujo Pereira @ Visão 

sexta-feira, janeiro 19, 2018

Se adjectivar, não beba

A deficiente utilização de certos adjectivos continua, com a cumplicidade do ministro da tutela, seja ele qual for. Já aqui falámos do que tem vindo a acontecer ao adjectivo brutal, vítima de uma brutal alteração de significado. Quase tudo o que é brutal, hoje, é o rigoroso oposto do que era brutal no passado. Mas talvez nenhuma outra palavra tenha tido pior sorte do que o adjectivo genial. Era um termo recatado, precioso, de utilização rara. Aplicava-se quase exclusivamente a coisas que tivessem sido feitas por Leonardo Da Vinci, e era assim que estava certo. De repente, sem que o mundo tivesse acompanhado esse melhoramento, tudo passou a ser genial. Certo vinho é genial. Uma peça de roupa pode ser genial. Alguns silêncios são geniais.

Nunca se desceu tão baixo, no entanto, como esta semana. Nos Estados Unidos acabou de sair um livro que, embora não tenha exercícios para meninos e meninas, Donald Trump deseja ainda assim retirar das prateleiras. Parece que o livro pinta um retrato bastante desagradável do presidente americano, o que em princípio significa que é uma obra rigorosa. Ofendido, Trump foi lamuriar-se para o Twitter – como, aliás, é próprio de quem tem facilidade em ofender-se. Disse que, ao contrário do que se afirma no livro, ele não é um imbecil. Na verdade, escreveu ele, “Eu sou, tipo, mesmo esperto.” E acrescentou que há bons argumentos para que se considere um génio. Vale a pena reflectir nestas palavras. Primeiro, poderíamos perguntar se uma pessoa inteligente diz de si própria que é inteligente. Segundo, se o diz, tipo, nestes termos. Mas é importante não deixar que a nossa antipatia por Trump nos tolde o raciocínio. Talvez ele possa, de facto, ser um génio.

Muita gente está convencida de que Donald Trump não pode ser um génio porque é um javardo. É falso. Não há qualquer incompatibilidade entre o génio e a javardice. Às vezes, são concomitantes. Alexander Fleming era um génio precisamente por ser um javardo. Uma vez, como é sabido, foi passar as férias de verão com a família e, quando voltou ao seu imundo laboratório, reparou nuns bolores que se tinham formado a um canto. Observando as suas propriedades, descobriu a penicilina. Quando mostrou o achado ao seu assistente Merlin Price, este exclamou: “Foi assim que descobriste a lisozima!” Price estava a manifestar uma justificadíssima perplexidade: a carreira de Fleming consiste, basicamente, na análise dos resultados da sua própria imundície. Comportava-se badalhocamente e depois examinava as consequências dessa conduta. Ora, Donald Trump, sendo um porcalhão literal e metafórico (no sentido em que é um porco no que diz respeito tanto à higiene como à moral), se fosse um génio, já teria inventado 30 vacinas. Material não lhe falta.



Fonte: Ricardo Araujo Pereira @ Visão