sábado, dezembro 30, 2017

Ano novo, vida velha

Amanhã é o último dia do ano. Este facto parece ser o único indiscutível no que diz respeito aos sucessos e aos insucessos do futebol português neste tão peculiar ano de 2017. E foram, na realidade, tão peculiares e controversas as ocorrências dentro e fora das quatro linhas dos relvados em 2017 que só muito dificilmente o ano novo se poderá apresentar fresco, esperançoso e de cara lavada aos amantes do jogo. 

Ano novo, vida velha, é o que promete 2018 e não há, aparentemente, como contrariar a tendência autodestrutiva daquilo a que alguns chamam a indústria do futebol. 

Os últimos dias do ano não quiseram fugir à regra que se impôs na agenda de 2017 e trouxeram novas ameaças de escândalos e de proporções alarmantes. A suspeita de resultados combinados em jogos da Liga que estará a ser investigada pelo Ministério Público antecipa a configuração do mais terrível crime a que o futebol está sujeito. 

Podemos duvidar de quase tudo o que mexe no futebol – de árbitros, de dirigentes, de jornalistas e até da própria bola… - e continuar a gostar do jogo e a acreditar no jogo. Mas como poderemos continuar a amar o mesmo jogo se, pelas vias oficiosas e oficiais, nos sugerem que há jogadores – os artistas! – facilmente corrompidos para "facilitar" resultados que rendam maiores dividendos no mundo tenebroso das apostas? E não é isto muito mais grave do que saber-se, como se soube, que o Zivkovic ganha mais do que o Pizzi? 

A exposição pública dos valores dos ordenados dos jogadores do Benfica lança, indiscutivelmente, o capitoso tema da relação qualidade/preço no plantel da equipa campeã nacional mas de ilícito propriamente dito só terá o modo como essa informação classificada foi roubada e disponibilizada ao mundo na internet. 

Não há, portanto, grandes motivos para acreditar que 2018 será muito diferente do ano que vai agora terminar no que respeita a surpreendentes intervenções policiais – como foi a visita da PJ ao Estádio da Luz na sequência do caso dos emails – e a surpreendentes apelos à legalidade tal como os ocorridos sempre que o presidente do FC Porto vem a público defender a "verdade desportiva" que tanto ama há mais de três décadas. 

Veremos o que o ano novo nos traz. Tratando-se de futebol diga-se, já agora, que o grande triunfador de 2017 foi o Sporting. Ganhou 4 campeonatos das primeiras décadas do século passado. O outro vencedor foi o Moreirense porque ganhou a Taça da Liga sem que tivessem surgido suspeitas sobre a competição. Nas outras competições todas, o Benfica foi o vencedor. Mas não valeu. E nada valerá porque até ao último email está tramado o campeão nacional. 



Aventuras de um milionário em Espanha  
Quem não tem dinheiro não pode ser descarado à vontade  
As autoridades fiscais espanholas prosseguem a sua saga contra Cristiano Ronaldo e a nós, portugueses, só nos resta escolher um destes dois campos: ou se concorda com a posição da Unidade Central de Coordenação do Tesouro dos nossos vizinhos que entende que o nosso compatriota devia estar preso porque tem andado a fugir ao fisco ou, com outro tipo de preocupações não-sociais, se concorda alegremente que tudo isto é uma perseguição dos malditos castelhanos a um portuguesinho que, por sinal, é multimilionário. 

E, de facto, é. Como toda a gente acaba por descobrir um dia não é o dinheiro garantia de felicidade. Mas é garantia de grande despreocupação com estas minudências fiscais. "Estou preso a estes bebés lindos", respondeu o jogador português às autoridades espanholas exibindo uma fotografia com os seus três filhos mais novos. 

Quem não tem dinheiro a rodos não se pode dar ao luxo de ter este descaramento magnífico, é a conclusão. E agora, ‘nuestros hermanos’?



Fonte: Leonor Pinhão @ correio da manha.

sexta-feira, dezembro 29, 2017

Balanços dos balanços do Ano

Fazendo um balanço do que têm sido os balanços do ano, neste final de 2017, creio que há razões para satisfação. Tem havido bons balanços, cumprindo as duas grandes tradições do formato: os balanços que resumem o ano mês a mês e os balanços que resumem o ano por ordem alfabética de tema. Registo, no entanto, uma falha grave: nenhum dos balanços publicados até agora se dedicou às chamadas fake news – que hoje têm uma importância igual ou até maior que as notícias verdadeiras. Faz sentido, por isso, juntar ao balanço do que se passou o balanço do que não se passou.

No que diz respeito a mortes que não ocorreram, este foi um ano preenchido. Adam Sandler morreu falsamente logo em Janeiro. A falsa morte de George H. Bush foi anunciada em Fevereiro (portanto, nove meses antes de ser acusado de assédio sexual), e depois houve várias falsas mortes a lamentar (ou a não lamentar. Ou a lamentar que se lamente o que não se deveria estar a lamentar. Enfim, é complicado): Rowan Atkinson não morreu em Março; Denzel Washington e Eddie Murphy não morreram em Abril; Clint Eastwood, Bill O’Reilly e Miley Cyrus não morreram em Maio (Maio foi um bom mês para não morrer); Imelda Marcos e Monica Lewinsky não morreram em Junho (Imelda teve uma falsa paragem cardíaca e Monica foi vítima de falso homicídio) e Kid Rock não morreu em Julho. Depois passaram dois meses sem falsas mortes, até que Morgan Freeman morre falsamente em Outubro. Já em Dezembro, a escassos dias de completar 101 anos, não morreu Kirk Douglas. Entretanto, a morte de Bob Denver, actor de Gilligan’s Island, foi anunciada em Janeiro, mas dessa vez tratava-se de outro tipo de falsa morte, uma vez que Denver já tinha morrido em Setembro de 2005. Tratou-se, neste caso, de uma falsa notícia de uma verdadeira morte, para desenjoar das falsas notícias de falsas mortes.

Um dos temas sempre em destaque nos falsos noticiários é a homossexualidade. Em Fevereiro, foi erradamente noticiado que o evangelista Pat Robertson tinha dito que “olhar fixamente para Melania Trump curava gays”, e em Agosto teve várias partilhas a notícia de que o Dr. Dimitri Yusrokov Slamini, de Novosibirsk, tinha descoberto uma vacina que curava a homossexualidade. Toda a notícia era falsa, com excepção da referência à cidade de Novosibirsk, que existe mesmo – o que, aliás, se lamenta.
Não custava nada ter inventado uma cidade russa.
É lamentável, a falta de brio profissional na classe dos falsos jornalistas.

No âmbito dos testículos, Junho e Julho foram meses especialmente ricos em falsas notícias. Primeiro, chegou-nos o falso relato de uma gaivota que arrancou o testículo a um banhista numa praia de nudistas, e logo a seguir a notícia falsa de um vencedor da lotaria de Atlanta que morreu na sequência de ter banhado a ouro o escroto. Mais uma vez, a cidade de Atlanta existe na realidade. Mau trabalho.

Este balanço do ano, inevitavelmente incompleto, deixa de fora várias notícias falsas de 2017. Gostaria de salientar, no entanto, que nenhuma foi inventada por mim – ou seja, são verdadeiras notícias falsas. Seria pouco ético que eu fizesse referência a falsas notícias falsas num ano tão recheado de notícias falsas verdadeiras. Entretanto, dói-me a cabeça.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ Visão

quarta-feira, dezembro 27, 2017

Aves raríssimas

É uma princesa? É uma estrela de cinema? Não, é a presidente das Raríssimas. E esta é uma mudança de mentalidades que se saúda. Antigamente, os nossos heróis descuravam a imagem. O Super--Homem, como se sabe, andava com as cuecas à mostra. O Batman parecia uma esposa da Arábia Saudita. Paula Brito e Costa, presidente da Raríssimas, soube inovar – e pratica o bem com estilo. Tenho a certeza de que as pessoas que sofrem de doenças raras ficariam desconfortáveis se soubessem que a presidente da associação que lhes dá apoio vestia na Zara. Ou que comia carapau. Ou que se deslocava numa viatura barata. É provável que nem desfrutassem completamente das sessões de fisioterapia, ou das aulas de terapia da fala. Mas os invejosos do costume censuram os gastos da senhora. A culpa é da banda desenhada, que foi perpetuando um estereótipo nocivo da figura do altruísta. Todos os que se colocam ao serviço dos outros são retratados como brutos pouco sofisticados. Não custava nada que o Homem-Aranha, nos intervalos de salvar o planeta, fosse retemperar forças para um spa no Brasil, que lhe desobstruísse, quer os chakras, quer aqueles canais através dos quais ele esguicha teias. E depois enviasse a factura para uma associação sem fins lucrativos financiada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social. O Capitão América bater-se-ia contra as Potências do Eixo com outro empenho se evitasse o pronto-a-vestir e comesse com requinte. Ajudar os outros, sim, mas impecavelmente vestido e com o bandulho cheio de gambas.

Esta nova perspectiva ajudaria a convocar voluntários para este tipo de actividade. Meninos e meninas sonhariam, desde pequenos, com o trabalho em associações solidárias. Ajudar os outros é mais atraente quando os outros também nos ajudam a nós. É o mínimo que eles podem fazer, aliás. Até aqui, os necessitados de apoio desejavam apenas, e gananciosamente, o nosso apoio. Assim é mais justo. E o mundo está cheio de gente boa que gostaria de se dedicar ao próximo com o apoio do Estado. Massagens, marisco, vestidos de alta--costura, um BMW, emprego para o marido e para o filho e a reverência respeitosa dos que nos rodeiam são bons incentivos para acirrar o altruísmo que há em cada um de nós. Vistam-me, alimentem-me e massajem-me e eu mostro-vos imediatamente um mundo melhor: o meu. Depois é só tratar do mundo dos outros, que é o mais fácil.




Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ Visão


Compulsão, mais Danilo e mais dérbi

Aquilo, sim, 'aquilo', a que se convencionou chamar 'comunicação', nomeadamente nos grandes portentos do nosso futebol, parece estar entregue a gente tarada. A tara, singular, manifesta-se numa compulsão para a calúnia clínica. Poderia dar-lhes para a calúnia cirúrgica, sempre pensada, ainda que lastimável, e tem um objectivo preciso. Mas não, dá-lhes para a calúnia clínica que leva de roldão ânimos, reputações e princípios não só de árbitros mas também dos próprios jogadores de futebol de cuja profissão dependem estes assalariados da comunicação para poderem ter, também eles, uma profissão.

Tomemos o exemplo esclarecedor de Francisco José Marques, o antigo jornalista que hoje exerce funções na comunicação do FC Porto, e de Nuno Saraiva, o antigo jornalista que hoje exerce funções na comunicação do Sporting, ambos metódicos difamadores da honrada profissão dos jogadores da bola de que se alimentam. Se para Saraiva, como estarão recordados, os jogadores do Braga que foram empatar a Alvalade se apresentaram em campo com uma energia muitíssimo suspeita, para Francisco José a explicação da goleada que o Benfica aplicou em Tondela reside não no facto de a equipa do Benfica se ter, por uma vez, enganado mas no facto de os jogadores do Tondela se terem apresentado com uma energia também muitíssimo suspeita e apelidada de "hospitaleira". Tarados, enfim, mas não tanto.

Um dia, presume-se, se pretenderem ou mesmo necessitarem de voltar a exercer a profissão de jornalista num qualquer reputado órgão de comunicação que os acolha, estes dois terão certamente o cuidado de se apresentar nos seus regressos à isenção exibindo aos novos patrões os respectivos boletins médicos que atestarão clinicamente que estão 100% curados da tara que os vem afligindo nos presentes transes.

A meio da semana, a expulsão de Danilo no jogo com o Rio Ave desencadeou mais um episódio no homem da comunicação do FC Porto. Danilo foi muito bem expulso como o próprio jogador reconheceu em termos públicos. "Peço desculpa pela minha atitude irresponsável e desnecessária no lance do segundo cartão amarelo. São atitudes que não se podem repetir!", escreveu o internacional português na sua conta de uma qualquer rede social enquanto, ao mesmo tempo, Francisco José Marques publicava uma fotografia de um Ferrari vermelho – não o de Alan Ruiz, obviamente – atirando-se directamente ao malandro do árbitro que, vindo do "extremo Sul" do país, expulsou Danilo como mandam as regras. É o que temos.

Na primeira quarta-feira de 2018 vamos todos ficar a saber se o problema deste lamentável Benfica é apenas um peculiar "quiproquó" com as quartas-feiras ou se, como parece mais razoável do ponto de vista científico, será mesmo um problema de uma outra dimensão. É também para estas coisas que servem os dérbis."



Fonte: Leonor Pinhão @ record

As paredes de uns e de outros

Todas as quedas do Benfica são estrondosas. O que não admira. Tendo em conta que se trata do maior clube português é sempre estrondoso o impacto provocado pelos sucessos e insucessos do popular Benfica. Para chegar a esta conclusão nem sequer é necessário que a FPF emposse uma comissão de investigadores independentes. E sempre se poupa uma comissão ao país, o que só pode ser estimado como uma boa notícia.

Inspirado pela quadra festiva e, principalmente, inspirado pela dupla queda estrondosa do Benfica na Europa e na Taça de Portugal, o presidente do Sporting – para quem desconheça o facto, o Sporting é desde 1906 o rival histórico do Benfica – aproveitou a ocasião de um jantar de Natal da família verde para responder ao presidente do Benfica que, há coisa de um mês, tinha afirmado no decorrer de uma entrevista que o presidente e o treinador do Sporting se davam tão bem que nem se falavam. 

Esta insólita afirmação do presidente do Benfica, para muito boa gente desnecessária porque nem no futebol nem na vida real é de bom-tom falar-se em público do que se passa na casa dos outros, foi diplomaticamente ignorada em todas as plataformas da imprensa e até nos fóruns amadores. O que até se compreende que tenha acontecido e mais pelo respeito devido ao trabalho calado de Jorge Jesus, que é o treinador do Sporting, do que pelo estapafúrdio modo de operar de Bruno Carvalho, que é o presidente do Sporting.

Aproveitou, assim, o presidente do Sporting a ocasião do convívio natalício desta semana para, com recurso a uma analogia, desmentir o presidente do Benfica afirmando que, se antes "havia já o tijolo" (ele próprio) mas "faltava o cimento" (o treinador) agora, como "o tijolo mais o cimento juntos dá uma parede de betão", a relação entre ambos só pode ser inquestionável. E será, porque não? 

Questionável é, no entanto, a sua fórmula de betão que resulta da adição de cimento ao tijolo. E vinda espantosamente de alguém como ele que terá ganho a vida nesse exigente ramo profissional antes de se ver eleito dirigente de um clube de futebol, o que, realidade, é ramo profissional bem menos exigente. Alguém que, ainda recentemente, num momento de fastio com as agruras da sua atual vida presidencial afirmou haver "dias" em que até "tem saudades da construção civil". Pode ter, porque não? Mas a construção civil é que não deve ter saudades nenhumas das paredes do presidente do Sporting.

Emparedado por mais de metade dos jogadores do Benfica em campo – Luisão ainda não tinha metido baixa – bastou 1 jogador do Rio Ave, o excelente Rúben Ribeiro, para se aproveitar do mau ordenamento de 6 tijolos dispostos em seu redor e fazer, sem a ajuda de ninguém, com que o murete viesse abaixo. Há edifícios inteiros que ruem por menos.



Fonte: Leonor Pinhão @ record

Escândalo e castigo

O diretor de comunicação do Porto disse que o ‘caso dos e-mails’ é "o maior escândalo de sempre do futebol português". Mas se fossemos a votos quanto a essa matéria e se andasse perto da verdade o que afirmou o antigo guarda-redes do Benfica e do Brasil sobre as preferências clubísticas dos portugueses, logo teríamos que o caso do ‘Apito Dourado’ seria o avassalador triunfador da eleição para "o maior escândalo de sempre do futebol português". Ainda bem que estas desonras não vingam em sufrágios populares. 

É às autoridades judiciais que cabe decidir se é escândalo ou se é crime e são coisas diferentes. Aliás, não é por acaso que o célebre romance de Dostoievski se chama ‘Crime e Castigo’ e não ‘Escândalo e Castigo’. 

O facto de um conjunto de e-mails privados ter sido divulgado pelo Porto Canal e depois disponibilizado através do correio eletrónico de um serviço de dados na Nova Zelândia configurará um crime de ataque informático para uma fação, enquanto para a fação adversária o crime não será propriamente o da devassa mas o do conteúdo dos emails. Já houve no futebol português, e bem recentemente, situações parecidas e que não conseguiram ver-se promovidas do estatuto de escândalo com que foram apresentadas à sociedade ao estatuto de crime que por certo mereceriam. 

Em fevereiro de 2013, um industrioso assaltante levou da sede da FPF os computadores pessoais dos presidentes da direção e da comissão de arbitragem daquele organismo e, entre setembro e dezembro de 2015, uma organização anónima a que se deu o nome de Football Leaks disponibilizou através de um site russo documentação dos três grandes. 

Do Sporting sairia o contrato de Bruno Paulista intermediado pelos angolanos do Recreativo de Caála, do Porto ficou- -se a conhecer a existência de uma joint venture com terceiros para a aquisição ao Marselha do passe de Imbula, que o clube não teria comunicado à CMVM, e do Benfica veio a lume a garantia de receitas dadas na aquisição total do passe de Ola John. 

O Sporting apresentou queixa na PJ por "devassa" e o seu presidente considerou ser aquele "um problema de confidencialidade" afirmando que "alguns dos documentos são verdade", outros "manipulados" e outros "uma mentira". Não muito diferente, na realidade, do atual discurso oficial e oficioso do Benfica sobre a matéria corrente. As pessoas gostariam de ver este caso da pirataria-2017 escrutinado rapidamente pelas autoridades, na forma e nos conteúdos, mas sabem que vão ter de esperar porque os casos originais da pirataria-2013 e da pirataria-2015 ainda estão sabe-se lá onde. É pena. 



Um "momento de tristeza" aqui e outro "momento de tristeza" ali 
O treinador do Benfica esclareceu a multidão benfiquista sobre a importância dos "momentos de tristeza" no caminho dos campeões. Disse até que "os campeões são assim". Mas não são. Os campeões não se podem dar ao luxo de acumular "momentos de tristeza" como se fossem passos obrigatórios. Não são. 

Na Europa, o Benfica somou seis momentos de tristeza que lhe valeram uma humilhação, na Taça de Portugal bastou a tristeza de quarta-feira para os campeões da prova se despedirem e no campeonato, com um momento de tristeza aqui e outro momento de tristeza ali, segue o Benfica a 3 pontos de distância dos líderes. 

Não é muito ponto, tendo em conta o que falta jogar até maio, mas é muito ponto se constatarmos a ineficácia do jogo dos atuais campeões nacionais e o misterioso comportamento-padrão de um Benfica que frequentemente marca, recua e acaba por tropeçar. Aconteceu assim no Bessa, no Funchal, na Luz com o CSKA e quarta-feira em Vila do Conde. É padrão a mais.



Fonte: Leonor Pinhão @ correio da manha

Tudo o que dispensaria saber sobre o Eurogrupo

O que ganha Portugal com a eleição de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo?
Imenso prestígio.

Não estamos já um bocadinho fartos de prestígio?
Estamos, sim. Depois da vitória no Euro 2016, no festival da Eurovisão, e da própria consagração do chocalho como património da Humanidade, receia--se que alguns portugueses não aguentem tanto prestígio e possam mesmo vir a falecer.

Exactamente, o que é e para que serve o Eurogrupo?
Ninguém sabe bem. Ao que parece, são vários ministros das Finanças que reúnem informalmente para discutir a política monetária e no fim concordam todos que a posição da Alemanha é realmente a mais sensata.

Porque é que a eleição de Mário Centeno tem graça?
Porque toda a gente ainda se lembra da pergunta de Passos Coelho, em Agosto de 2016: “Quem é que investe num país dirigido por comunistas e bloquistas?” Cerca de um ano depois, o ministro das Finanças do país dirigido por comunistas e bloquistas é eleito para presidir a um organismo europeu, em reconhecimento do seu bolchevismo económico. Entretanto, comunistas e bloquistas estão bastante insatisfeitos com aquele prémio. Tudo isto tem graça, claro.

Porque é que comunistas e bloquistas estão insatisfeitos?
Porque é o trabalho deles. E, tendo em conta que Portugal oferece vários motivos de insatisfação, têm muito trabalho. A insatisfação não os impedirá de apoiar o governo, até a governação do PS ser indiscernível da governação da direita. Conhecendo o PS, não faltará muito.

O PSD já percebeu que perdeu as eleições em 2015?
Ainda não. Estão convencidos de que Centeno acabou de usurpar um lugar que é de Maria Luís Albuquerque.

E já percebeu que, insistindo no discurso do caos financeiro imposto por um ministro que a Europa afinal considera bom para dirigir a política monetária da união, também perdeu as eleições em 2019?
Parece que não.

Quais serão os efeitos da eleição de Mário Centeno na economia nacional?
Em princípio, beneficiaremos de um extraordinário aumento do consumo de pastilhas Rennie por vários adversários da chamada Geringonça, tanto na política como no comentário.

Porque é que, no estrangeiro, chamam a Centeno “o Ronaldo das Finanças”?
Porque, quando Mário Centeno ri, parece mesmo aquela estátua do Ronaldo que está no aeroporto do Funchal.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ Visão

segunda-feira, dezembro 25, 2017

Fairytale of ... christmas


The Pogues- Fairytale of New York


It was Christmas Eve babe
In the drunk tank
An old man said to me, won't see another one
And then he sang a song
The rare old mountain Dew
I turned my face away
And dreamed about you

Got on a lucky one
Came in eighteen to one
I've got a feeling
This year's for me and you
So happy Christmas
I love you baby
I can see a better time
When all our dreams come true

They've got cars big as bars
They've got rivers of gold
But the wind goes right through you
It's no place for the old
When you first took my hand
On a cold Christmas Eve
You promised me
Broadway was waiting for me

You were handsome
You were pretty
Queen of New York City
When the band finished playing
They howled out for more
Sinatra was swinging,
All the drunks they were singing
We kissed on a corner
Then danced through the night

You're a bum
You're a punk
You're an old slut on junk
Lying there almost dead on a drip in that bed
You scumbag, you maggot
You cheap lousy faggot
Happy Christmas your arse
I pray God it's our last

The boys of the NYPD choir
Still singing "Galway Bay"
And the bells were ringing out
For Christmas day

I could have been someone
Well so could anyone
You took my dreams from me
When I first found you
I kept them with me babe
I put them with my own
Can't make it all alone
I've built my dreams around you

The boys of the NYPD choir
Still singing "Galway Bay"
And the bells were ringing out
For Christmas day

terça-feira, dezembro 12, 2017

O maior mistério da primeira volta

O director-geral do FC Porto foi expulso no fim do último clássico, que terminou empatado, tal como tinha sido expulso no fim do Vitória de Setúbal-FC Porto da última Liga, que também terminou empatado. Também no fim do recente Aves-FC Porto, que terminou empatado, Luís Gonçalves foi visto a ser agarrado por José Sá de para o impedir de perder o tino. Num outro jogo, que também terminou empatado – o Benfica-FC Porto da última Liga –, o director-geral do FC Porto surgiria alterado na chamada zona mista e, de acordo com os relatos, ameaçou um operador de câmara de uma estação de televisão por suspeitar, erradamente, de que teria sido aquele "o engraçadinho" que se atrevera a colocar uma questão incómoda ao senhor Pinto da Costa.

Está visto que este Luís Gonçalves é dono de um temperamento peculiar ao ponto de qualquer relativo insucesso lhe provocar nervoso miudinho, irritabilidade, enfim, carradas de nervos à flor da pele. Feitios não se discutem mas esta ausência de sangue-frio, este descontrole das emoções, esta impulsividade de feira, este pavio curto não rimam com a serenidade, com a ponderação e, sobretudo, com a imensa prudência de um suposto "Luís Gonçalves" que ainda hoje se pode ouvir através do Youtube no capítulo das escutas do Apito Dourado.

Dissuadindo gentilmente o empresário António Araújo de se alargar em pormenores depois de ter estado "a tratar com o presidente daquela situação do Nacional", o Luís Gonçalves disponível no Youtube é um compêndio de fleuma e de sagacidade: "…claro, claro, aquilo de que você me falou já sei." E quando Araújo, entusiasmado, insiste com um "agora…" logo se ouve o presumível Luís Gonçalves cortar-lhe o pio com um "…você hoje não vai tratar de nada, tratamos amanhã os dois" para logo ali se acabar com a conversa telefónica.

Estes dois "Luíses Gonçalves", está mais do que visto, não podem ser a mesma pessoa. Se o Gonçalves de hoje, o que evolui nos relvados, é um prodígio de fúrias, já o Gonçalves de ontem, o que fala ao telefone, é um prodígio de precaução.

Este é, para já, o maior mistério da primeira volta do campeonato nacional de 2017/2018. A nível internacional, foi incrível como um misterioso árbitro estrangeiro chamado Jonas (olha quem!) Eriksson (pois claro!) expulsou o cordial Filipe.

"Senti que estávamos a precisar de uma derrota" disse Guardiola depois de perder com o Shaktar Donestk. Esta soberba anormalidade do treinador City acabaria, no entanto, por perder para o figurino de Zorro com que Paulo Fonseca se apresentou à imprensa desdenhando-se a si próprio como se fosse, de facto, uma anormalidade o sucesso que acabara de obter. "Senti que estávamos a precisar de seis derrotas", é, no entanto, o que todos os benfiquistas querem ouvir de Rui Vitória num Maio festivo. Já que estamos em maré de anormalidades.



Fonte: Leonor Pinhão @ Record

sábado, dezembro 09, 2017

A Europa a feijões

Nenhum adepto do Benfica no seu perfeito juízo duvidou durante esta semana que o jogo marcado para o fim da tarde de hoje, no Estádio da Luz, com o Estoril Praia, será sempre muito mais importante para o definir da temporada de 2017/18 do que foi o jogo da última terça-feira, no mesmo distinto palco, com a equipa suíça do Basileia. Não é a valia dos adversários que está em causa. O que esteve e está em causa é a realidade das circunstâncias, triste realidade, circunstâncias lamentáveis em que o Benfica se viu inapelavelmente arredado de qualquer tipo de aventura internacional depois de uma série de cinco derrotas nos seus primeiros cinco jogos na fase de grupos da mais importante prova de futebol do continente. 

A perspetiva de uma sexta derrota a fechar o périplo apresentava-se não como uma inevitabilidade histórica mas, a acontecer, como o sintoma indisfarçável de uma mania já aguda. E aconteceu. É sempre assim o popular Benfica, avassalador na maré alta, eminentemente trágico nas suas marés baixas, sendo que esta maré europeia, baixíssima, vai ficar como um dos momentos mais falhados e mais embaraçantes a castigar a História do maior clube português. Castigos, sim, e muitos. Foi exatamente isso de que se tratou na noite de terça-feira com os suíços na Luz. Castigo para Pizzi, obrigado a ser titular depois dos seus remoques para o treinador quando se viu substituído no Dragão, castigo para o treinador por ter apresentado uma equipa 100% talhada para um jogo de pré-temporada a feijões, castigo também para Jiménez obrigado a ver do banco a entrada do noctívago Gabigol quando ele, pobre mexicano, nunca foi apanhado em tais práticas. 

E, finalmente, castigo imenso para os adeptos, que, ainda assim, preencheram metade da lotação do recinto na esperança de que alguém de encarnado vestido salvasse a honra do convento numa arrancada maluca, numa insistência desesperada. Como aquela de Seferovic, à meia hora de jogo, quando se viu sozinho no meio de muitos adversários e, sem ter ninguém dos seus com quem trocar a bola, resolveu dar meia-volta, fugir às marcações e rematar à baliza. Foi o melhor lance do ataque do Benfica contra o Basileia. Já na sexta-feira anterior, o melhor lance do ataque do Benfica contra o FC Porto foi no momento em que Krovinovic, sem ter ninguém dos seus com quem trocar a bola, resolveu arrancar sozinho para a baliza de José Sá. E quase que deu em golo. 

A Europa jogada a feijões já lá vai. E como fazer pior do que esta campanha é impossível, este pequeno Benfica só pode mesmo melhorar. 

Podence é mais baixo do que Messi mas daí a ser "baixinho"…  

A imprensa espanhola, que tanto embirrou com José Mourinho, resolveu agora embirrar com Jorge Jesus, não reconhecendo nem estatuto nem dimensão ao treinador do Sporting para tratar Lionel Messi por "ó, baixinho!" naquela ginga lusitana de lhe cravar um abraço em frente às câmaras no fim do jogo de Barcelona. "Demasiada confiança", escreveu o ‘AS’ com as peneiras do costume. 

Também é verdade que o argentino ajudou à festa, fingindo, à primeira, que não ouvia. Ergueu os olhos para o céu, como que à procura de um interlocutor francamente superior, mas acabou por se condoer e fez o obséquio de se deixar abraçar pelo treinador português. O esforço de Jorge Jesus, note-se, não foi o de um caça-autógrafos fascinado por celebridades. Foi o de um adepto emocionado por estar à beira do pequeno e fabuloso Lionel Messi. E, em Alvalade, Jesus até conta ao seu dispor com um rodas-baixas, Podence, que tem menos cinco centímetros do que o argentino. Mas daí a ser "baixinho"...



Fonte: Leonor Pinhão @ correio da manha

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Sentido de voto

Toda a vida votei em partidos de esquerda – o que significa que nunca votei, por exemplo, no PS. Voto sempre com um misto de convicção, conformação e alívio. Convicção porque, de entre as propostas que me são apresentadas no boletim, é com as destes partidos que tenho mais afinidade, sobretudo no tema político que me interessa acima de todos: o da distribuição (ou redistribuição) da riqueza. Conformação porque o meu voto implica que eu aceite algumas características desses partidos que são difíceis de tolerar: uma rigidez de princípios um pouco assustadora, um sectarismo bastante incomodativo, uma inclinação absolutista que consegue ser inquietante. Recordo-me muitas vezes daquele passo do “FMI” em que José Mário Branco diz: “O menino é malcriado, o menino é pequeno-burguês, o menino pertence a uma classe sem futuro histórico... Eu sou parvo ou quê?” Imagino sempre que gente inevitavelmente mais pura do que eu me faz os mesmos reparos. Só não formulo a pergunta final porque, no meu caso, a resposta é claramente afirmativa, e eu não quero oferecer argumentos fáceis aos acusadores, mesmo sendo eles imaginários. Alívio porque, até por causa do que fica escrito atrás, me satisfaz saber que os partidos que apoio não têm hipótese de ganhar. Gosto que tenham força, que sejam capazes de fazer contrapeso, que consigam inclinar a bússola para a esquerda, mas ficaria preocupado se deixassem de ser o tempero e passassem a ser a refeição.

Há alturas, porém, em que a convicção se sobrepõe ao resto. Esta semana foi uma dessas alturas. Um destes partidos extremistas, irrealistas, lunáticos, propôs a seguinte excentricidade: empresas que obtêm rendas excessivas e injustificadas, e que, também injustificadamente, cobram a factura energética mais cara da Europa, deveriam fazer uma contribuição, contribuição essa que não colocaria em causa o apoio que o Estado deve, justamente, prestar à produção de energias renováveis. BE e PCP votaram a favor da medida. Os sensatos PS e CDS votaram contra. O também ajuizado PSD absteve-se. E assim a proposta foi chumbada. Os lunáticos fizeram uma proposta sensata e os sensatos rejeitaram-na. Na EDP há vários ex-ministros do PS, do PSD e do CDS. E há ainda João Manuel Manso Neto, que tem as características físicas que eu, em criança, costumava atribuir aos desconhecidos que a minha avó dizia que viriam obrigar-me a comer a sopa. Talvez não seja sensato indispor toda esta gente. Mas, de facto, é um tipo de sensatez muito especial.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ Visão

sábado, dezembro 02, 2017

Uma bela coboiada

E lá foi na terça-feira Fernando Gomes, o presidente da FPF, todo ele um monumento de circunspeção, bater à porta da Procuradoria-Geral da nossa República praticamente um mês depois de ter ido bater à porta da Assembleia da mesmíssima República onde foi recebido por um simpático conjunto de deputados a quem expôs, compungidamente, alguns factos mais picantes – chamemos-lhes assim – desta enorme e deslustrosa coboiada em que se transformou a autodenominada indústria do futebol português. 

O esforço do presidente Gomes nem é sequer em prol da Verdade Desportiva visto que essa, com a introdução do vídeo-árbitro, pode-se considerar já como canonizada. O esforço do presidente da FPF é em prol dos burros tal como são vituperados pelo diretor de comunicação do Sporting todos os adeptos daquela coletividade – e das outras, também – que se recusam a perceber o que está verdadeiramente em causa no que diz respeito às coisas do futebol na sua relação com a lei geral do país. 

No seu périplo em prol da sanidade da indústria, chegou, portanto, Fernando Gomes na passada terça-feira ao gabinete da Procuradora-Geral da República, sito em Lisboa – claro! –, o que é mais uma prova da ‘macrocefalia’ assassina da Capital. Relatou, entretanto, a imprensa que a reunião do presidente da FPF com Joana Marques Vidal não terá demorado muito mais de 45 minutos. 

Sabe-se, de fonte seguríssima, que os 45 minutos a que teve direito na PGR, que é o órgão de cúpula do Ministério Público, gastou-os o presidente da FPF da seguinte maneira: 5 minutos para o ataque ao centro de treinos dos árbitros da Maia, 5 minutos para os e-mails, 5 minutos para as denúncias do Porto Canal, 5 minutos para as denúncias da BTV, 5 minutos para as claques legalizadas, 5 minutos paras as claques ilegalizadas, 5 minutos para aquele caso do dirigente do Porto no ativo que está a ser investigado por corrupção ativa, 5 minutos para as comissões de um jogador japonês tendo os 5 minutos finais sido inteiramente preenchidos na precaução de motins em face de uma iminente decisão do Supremo Tribunal de Justiça que pretende ver um antigo funcionário do Sporting ser ressarcido em 300 mil euros pela entidade patronal em causa. 

E muito rapidamente. Como facilmente se depreende foi pouca parra - uns míseros 45 minutos!- para tanta uva. Mas louve- -se a boa-vontade justiceira do presidente da FPF que, como é aceitável, gostaria de levar uma vida mais sossegada dentro dos condicionalismos inerentes à profissão. E louve-se também a paciência do nosso Ministério Público. E também a paciência do país em geral. 



Da beira da glória à beira do precipício  
Avoluma-se em densidade o estranho caso de Renato Sanches 
Na deslocação do pobre Swansea a Londres, onde se defrontou com o campeão Chelsea, mais pobre ficou, se ainda é possível, a reputação de Renato Sanches. Do internacional português com 20 anos feitos, campeão da Europa e pedra fulcral no tricampeonato do Benfica, se poderá dizer que nem idade tem para ter uma reputação sólida. Mas tem. E não é boa. 

Em Stamford Bridge, por volta da meia hora de jogo, recebeu a bola no meio-campo, procurou um colega com quem a trocar e, para espanto da vasta plateia, passou-a direitinha na direção de um placard de publicidade junto à linha lateral. Ajudando à festa, o atónito Paul Clement, que é o treinador dos galeses, levou a mão à cabeça em sinal de não querer acreditar no que tinha acabado de ver. 

As imagens do lance deram a volta ao mundo enquanto o diabo esfregou um olho. Avoluma-se em densidade este estranho caso de Renato Sanches que aos 18 anos esteve à beira da glória e aos 20 parece estar à beira do precipício. O que virá aí?




Fonte: Leonor Pinhão @ correio da manha

sexta-feira, dezembro 01, 2017

Benfica na TV - 2017/12/01

Sexta-feira, 2017/12/01
 - 16:00 - Futebol - SL Benfica B -v- FC Arouca - Segunda Liga - Jornada 15
 - 16:30 - Basquetebol Feminina  - Algés -v- SL Benfica - Campeonato Nacional - Jornada 9
 - 20:30 - Futebol - FC Porto -v- SL Benfica - Liga NOS - Jornada 13
  
Sábado, 2017/12/02
 - 15:00 - Futsal - SL Benfica -v- Quinta do Lombos - Campeonato Nacional - Jornada 13
 - 20:00 - Hóquei Feminina  - SL Benfica -v- CHP Plegamans - Liga Europeia
 - 21:00 - Andebol  - Arsenal C Devesa -v- SL Benfica - Taça de Portugal - Ronda 1

Domingo, 2017/12/03
 - 17:00 - Voleibol  - Castêlo da Maia GC -v- SL Benfica - Campeonato Nacional - Jornada 13

Terça-feira, 2017/12/05
 - 16:00 - Basquetebol - Avtodor Saratov -v- SL Benfica - Fiba Europe Cup - Grupo B Jogo 6
 - 17:00 - Voliebol - SL Benfica -v- UVC Holding GRAZ
 - 19:45 - Futebol - SL Benfica -v- FC Basel - Liga dos Campeões - Grupo A Jogo 6  (19:45)

Quarta-feira, 2017/12/06
 - 21:00 - Hóquei femininos - SL Benfica -v- APAC Tojal - Campeonato Nacional - Jornada 6

Sexta-feira, 2017/12/08
 - 17:00 - Voleibol - SL Benfica -v- Sporting CP - Taça de Portugal


Desporto de fim de semana - 2017/12/01

Futebol
Sexta-feira, 2017/12/01
 - 16:00 - Benfica B -v- Arouca -  Ledman LigaPro 17/18 (BTv)
 - 17:30 - Roma -v- SPAL 2013 -  Serie A 2017/18 (SportTv3)
 - 19:45 - Napoli -v- Juventus -  Serie A 2017/18 (SportTv3)
 - 20:30 - FC Porto -v- Benfica -  Liga NOS 17/18 (SportTv1)

Sábado, 2017/12/02
 - 12:00 - Barcelona -v- Celta de Vigo -  Liga Espanhola 17/18 (SportTv2)
 - 12:30 - Chelsea -v- Newcastle -  Premier League 2017/18 (SportTv3)
 - 14:30 - Bayern München -v- Hannover 96 -  1. Bundesliga 17/18 (SportTv3)
 - 15:15 - Atlético Madrid -v- Real Sociedad -  Liga Espanhola 17/18 (SportTv2)
 - 16:00 - Strasbourg -v- Paris SG -  Ligue 1 17/18 (SportTv5)
 - 16:00 - Benfica -v- Quinta dos Lombos -  Liga SportZone 17/18 (BTv)
 - 17:30 - Arsenal -v- Manchester United -  Premier League 2017/18 (SportTv3)
 - 19:00 - Monaco -v- Angers -  Ligue 1 17/18 (SportTv5)
 - 19:45 - Athletic -v- Real Madrid -  Liga Espanhola 17/18 (SportTv2)
 - 21:30 - Watford -v- Tottenham -  Premier League 2017/18 (SportTv3)

Domingo, 2017/12/03
 - 11:30 - Benevento -v- Milan -  Serie A 2017/18 (SportTv3)
 - 13:30 - PSV -v- Sparta Rotterdam -  Holland 17/18 (SportTv4)
 - 16:00 - Manchester City -v- West Ham -  Premier League 2017/18 (SportTv3)
 - 21:40 - Wolfsburg -v- Borussia M´gladbach -  1. Bundesliga 17/18 (SportTv3)

Terça-feira, 2017/12/05
 - 11:00 - Benfica -v- FC Basel -  UEFA Youth League 17/18 (SportTv1)
 - 13:00 - Barcelona -v- Sporting -  UEFA Youth League 17/18 (SportTv1)
 - 15:00 - Chelsea -v- Atlético Madrid -  UEFA Youth League 17/18 (SportTv2)
 - 17:00 - Bayern München -v- Paris SG -  UEFA Youth League 17/18 (SportTv2)
 - 19:45 - Barcelona -v- Sporting -  LC 2017/2018 (RTP1)
 - 19:45 - Benfica -v- FC Basel -  LC 2017/2018 (SportTv1)
 - 19:45 - Manchester United -v- CSKA Moskva -  LC 2017/2018 (SportTv2)
 - 19:45 - Bayern München -v- Paris SG -  LC 2017/2018 (SportTv3)
 - 19:45 - Olympiacos -v- Juventus -  LC 2017/2018 (SportTv4)
 - 21:40 - Chelsea -v- Atlético Madrid -  LC 2017/2018 (SportTv2)
 - 21:40 - Roma -v- Karabakh -  LC 2017/2018 (SportTv3)

Quarta-feira, 2017/12/06
 - 14:00 - FC Porto -v- Monaco -  UEFA Youth League 17/18 (SportTv1)
 - 15:00 - Feyenoord -v- Napoli -  UEFA Youth League 17/18 (SportTv2)
 - 17:00 - Real Madrid -v- Borussia Dortmund -  UEFA Youth League 17/18 (SportTv2)
 - 19:45 - FC Porto -v- Monaco -  LC 2017/2018 (SportTv1)
 - 19:45 - Shakhtar Donetsk -v- Manchester City -  LC 2017/2018 (SportTv3)
 - 19:45 - Real Madrid -v- Borussia Dortmund -  LC 2017/2018 (SportTv2)
 - 19:45 - Liverpool -v- Spartak Moskva -  LC 2017/2018 (SportTv4)
 - 21:40 - Feyenoord -v- Napoli -  LC 2017/2018 (SportTv3)

Quinta-feira, 2017/12/07
 - 18:00 - HNK Rijeka -v- Milan -  Europa League 2017/18 (SportTv1)

Discriminar como Jesus discriminou

Duas semanas depois de se saber que um padre madeirense tinha sido pai de uma menina, o cardeal-patriarca defendeu que os homossexuais não deviam poder ingressar no seminário. Desejo a todo o custo evitar ser acusado do terrível pecado de atheistsplaining, mas este parece-me um raciocínio difícil de seguir: o facto de paroquianas aparecerem grávidas indica que talvez a homossexualidade dos clérigos não seja o problema mais premente da igreja. Não se percebe, aliás, como poderia ser um problema. Antes pelo contrário: os padres juram manter-se celibatários, e impor o celibato a um homossexual é uma solução que a moral católica costuma ver com muito agrado.

Para justificar a proibição, o cardeal-patriarca disse: “Em Cristo não há nada de homossexual, como os evangelhos relatam”. É verdade.  Mas também não há nada de heterossexual.  Cristo não manifesta interesse sexual por ninguém. O que, deve dizer-se, é pena. A Bíblia teria ainda mais leitores se o Messias, em conversa com os apóstolos, fizesse considerações do género: “Em verdade vos digo que a filha daquele fariseu é mesmo boa.” O que pode dizer-se com propriedade é que em Cristo não há nada de discriminatório. Parece ser essa, aliás, a característica que mais seduz os crentes. Por outro lado, é muito raro ouvirmos um teólogo louvar-lhe a heterossexualidade.

Na mesma ocasião em que rejeitou a entrada de homossexuais no seminário, o cardeal-patriarca também falou no padre madeirense. Disse que o padre poderia continuar na igreja, desde que “na fidelidade ao celibato, sem vida dupla”. Porque, acrescentou, um padre deve escolher “não constituir família”, pois só assim poderá ser “familiar de todos”. Estas declarações são ainda mais surpreendentes. Ninguém defende mais a família e o superior interesse da criança do que a igreja. Essa defesa costuma ser feita nestes termos: uma criança precisa de uma família, e uma família é constituída por um pai e uma mãe. A criança, sublinham sempre, precisa imprescindivelmente dessas duas figuras. É por isso que outros modelos de família não são admissíveis. Mas neste caso, ao que parece, acima do inferior interesse da criança está o superior interesse da diocese. O pai da criança deve renunciar à família, porque tem outras obrigações mais importantes. Aquela criança não pode ter uma família porque o pai tem de ser “familiar de todos”. Resumindo: naquele dia, o cardeal-patriarca disse que um homossexual não deve procurar uma vida de celibato e um heterossexual não deve constituir família. Julgo que é disto que fala o livro do Apocalipse. Vou procurar abrigo.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ Visão

sábado, novembro 25, 2017

6 minutos para marcar 3 golos

No minuto 84.º do jogo CSKA-Benfica com o “placard” em 2-0 a favor dos donos da casa, precisando o Benfica de ganhar o jogo, no mínimo por 3-2 para suplantar o resultado conseguido na Luz pelos russos, e confiando espiritualmente numa vitória do Manchester United em Basileia – o que não viria de todo a acontecer – atirou de supetão o treinador do Benfica com o sérvio Andrija Zivkovic para o relvado segredando-lhe, baixinho, ao ouvido gelado: “Vai, miúdo, tens 6 minutos para marcar 3 golos!”, o que também acabou por não suceder. O futebol, na verdade, tem destas coisas incríveis. O melhor que Zivkovic ainda conseguiu foi cobrar um pontapé de canto de que resultou um alívio da defesa moscovita. Que chatice, Zivkovic. Assim não vais a lado nenhum.

O presidente do FC Porto responsabilizou os “Ruis Gomes das Silvas” e os “Goberns” pelo momento destemperado do futebol português. “Há muitos anos que estes senhores minam o futebol português e o clima na arbitragem”, especificou. Dito isto, e não foi pouco, apelou o mesmíssimo presidente do FC Porto a um momento de “meditação” geral. Pois muito bem, vou seguir-lhe o conselho e meditar um bocadinho sobre tamanhos assuntos e já cá volto.

O melhor momento da semana no que diz respeito à comunicação do Benfica – se entendermos a “comunicação” como a arte de expressar a cultura de uma agremiação nos bons e nos maus momentos e até nos momentos assim-assim – foi a intervenção do senhor Jonas mal terminou o jogo com o CSKA consumada a eliminação do campeão português de toda e qualquer aventura europeia até à próxima temporada. Que se apresenta longínqua, muito longínqua. Ainda equipado e com os cabelos em natural desalinho, disse Jonas, entre outras coisas mais circunstanciais, ao jornalista que lhe apareceu pela frente na zona das entrevistas rápidas: “Devemos dar os parabéns às equipas que se classificaram”. Melhor e mais rápido do não se podia pedir ao extraordinário jogador brasileiro que está à beira de marcar o seu centésimo golo com a camisola do Sport Lisboa e Benfica. Jonas é História.

Bem tento seguir o apelo do presidente do FC Porto em prol da urgente “meditação” geral sobre os malefícios causados ao futebol português pelas pessoas que há muitos anos “minam o clima na arbitragem”. Mas é tão difícil atingir este estado de abstração proposto pelo grande Dalai Lima. Por mais que uma pessoa se esforce é praticamente impossível.

O Conselho de Arbitragem da FPF autorizou a transmissão audiovisual em direto das azáfamas vividas no Centro do Video-Árbitro no decorrer dos jogos do campeonato. Seria uma belíssima e profícua medida de saneamento dos costumes se Portugal fosse culturalmente um país europeu. Não sendo, é de temer o pior. Meditemos.



Fonte: Leonor Pinhão @ record

Falta de comparência

Solidário com os árbitros portugueses, vítimas de uma campanha de coação por parte de estranhos – tal como o Benfica proclamou através da sua estação de televisão –, entendeu o mesmo Benfica que o modo mais eficaz de apoiar a anunciada falta de comparência dos ditos árbitros na próxima jornada do campeonato seria rubricar estrategicamente a sua posição sobre este tema com uma estrondosa falta de comparência da sua equipa principal no jogo de Moscovo na quarta-feira seguinte. Dito e feito. 

Os árbitros, entretanto, resolveram pensar melhor no assunto, reuniram-se e desconvocaram a greve com que chegaram a ameaçar o ‘status quo’ – expressão latina que significa qualquer coisa como o ‘estado atual’ – do futebol português apresentando, em alternativa, um caderno de reivindicações semânticas que pretendem ver respeitadas com caráter de urgência sob pena de voltarem a equacionar o uso do último recurso das classes laborais, a malfadada greve. Por pura maldade, está visto, a assembleia de árbitros ocorreu já depois das sete da tarde de quarta-feira, não dando a mínima hipótese ao Benfica de rever a sua expressão de solidariedade com a falta de comparência dos juízes de campo que seria desconvocada já depois de a equipa campeã de Portugal ter assumido no relvado a sua própria falta de comparência no decisivo jogo com os russos do CSKA. 

Foi, assim, em vão o sacrifício da equipa orientada por Rui Vitória. A falta de comparência, a não-exibição em Moscovo redundou naturalmente numa derrota por 2-0 que acabou por não servir para coisíssima nenhuma a não ser para dar moral e para devolver o bom nome ao guarda-redes do CSKA, que vinha sofrendo golos há 43 jogos consecutivos na Liga dos Campeões e que, ao 44º jogo, tendo pela frente o Benfica lá conseguiu ver interrompida a sua série negra. Digo-te já, meu caro Akinfeev, que ou era naquela noite ou nunca mais era. Chegando o Benfica à gélida da Rússia com um cúmulo adquirido de quatro faltas de comparência nos quatro jogos entretanto disputados nesta fase inicial da prova e apenas com um golo apontado, ser-lhe-ia, na realidade, muito difícil contrariar o padrão imposto. 

A greve total do Benfica na Europa teve, no entanto, um mérito que poderá vir a servir para alguma coisa tendo em conta que ainda faltam seis meses para o fim da temporada. É que, no meio de tudo isto, salvou-se Filip Krovinovic. Por não ter sido inscrito na UEFA – bem visto! – o croata escapou à mão cheia de desastres internacionais e pode apresentar-se com o moral intacto para o muito que ainda vem aí. É o único.



Fonte: Leonor Pinhão @ correio da manha

Miguel Abracadabrantes

Tão fascinante como a questão da existência de Cristo foi, durante anos, o debate sobre a existência de Miguel Abrantes. Os crentes diziam que Miguel Abrantes existia mesmo e era óbvio que mantinha um blog de apoio a José Sócrates por gosto, até porque a ideia de pagar a um blogger para elogiar o governo era cómica; os incréus diziam que não existia uma pessoa chamada Miguel Abrantes mas alguém que, escondido atrás desse nome, era pago para defender Sócrates e atacar quem o criticasse. Como se verificou mais tarde, em certa medida todos tinham razão: de facto, não existia um Miguel Abrantes; de facto, ele era pago para elogiar o governo; de facto, a ideia de pagar a um blogger para elogiar o governo era cómica. O problema é que, quando se trata de José Sócrates, quanto mais cómicas são as suspeições, mais verdadeiras vêm a revelar-se. Se determinada acção é ridícula, em princípio foi praticada por José Sócrates: eis uma lei natural que escapou a Newton.

Os depoimentos que Miguel Abrantes e Domingos Farinho prestaram perante o juiz da Operação Marquês contêm algumas revelações interessantes. Farinho, por exemplo, explica que a ajuda que deu a Sócrates se justificava porque “era a primeira vez que ele fazia um trabalho académico”. Tendo em conta o modo como sabemos que Sócrates se licenciou, é perfeitamente plausível que o ex-primeiro-ministro tenha chegado ao mestrado sem ter feito um único trabalho académico. As declarações do pseudo-Miguel Abrantes também parecem verdadeiras. Diz que também ele ajudou a rever a tese de mestrado de Sócrates (para simplificar, vou continuar a chamar tese de mestrado àquilo que parece ter sido, na verdade, um trabalho de grupo do 11º ano), mas corrigiu apenas coisas pequenas, como “quando é que ‘demais’ é junto ou quando é ‘de mais’”. Também aqui encontramos uma ressonância de verdade: se há pessoa que parece não saber quando é demais, essa pessoa é José Sócrates. Abrantes acrescenta que chegou a enviar a Sócrates uma entrada do Ciberdúvidas em que se esclarece a diferença entre “demais” e “de mais”. Não tinha custado nada adaptar a informação contida nesse artigo às necessidades pedagógicas de Sócrates, tornando a explicação mais fácil de assimilar. Por exemplo, “demais” enquanto pronome equivalente a “outros”: “Alguns anjinhos engoliram as patranhas do sr. engenheiro sobre o dinheiro de família, mas os demais preferiram acreditar na investigação do José António Cerejo.” “Demais” como advérbio com a função de “além disso”:  “O pavimento que o sr. engenheiro escolheu para a casa do seu amigo não é barato; demais, é muito escuro”. “Demais” como advérbio que tem o significado de “excessivamente”: “O sr. engenheiro não gastará demais para os rendimentos que tem?” Finalmente, temos então “de mais”, a locução adverbial com o significado de “a mais”: “O Carlos Santos Silva já tem cartão de milhas na Fnac, pois comprou livros de mais.” Após esta ajuda, fico à espera do contacto de Rui Mão de Ferro. Passo factura.



Fonte: Ricardo Araújo Pereira @ visão

sábado, novembro 18, 2017

1.ª classe e sem classe nenhuma

Por onde anda António Pimenta Machado? Onde parará o homem que foi presidente do Vitória de Guimarães durante um quarto de século e que ficou para a história ao resumir numa frase a insofismável natureza da verborreia da indústria: “No futebol o que hoje é verdade, amanhã pode ser mentira", disse no século passado. A propósito de quê já ninguém se lembra – talvez do iminente despedimento de um qualquer treinador… – mas a realidade é que o seu axioma não só perdura como se revigora a cada dia. Esta semana, então, tem sido um exagero.

Faz falta aquela verve única e descomprometida de Pimenta Machado que, talvez por não ser presidente de nenhum “grande” e por ter fortuna própria, podia dar-se ao luxo de dizer o que lhe ia na alma antes de haver redes sociais e diretores de comunicação. Muitos gostariam de conhecer a opinião que terá hoje António Pimenta Machado, se ainda tiver paciência para estas coisas, ao ouvir “o pior funcionário do mundo”, o ex-futebolista Manuel Fernandes segundo o seu ex-atual-patrão, afirmar que o seu ex-actual-patrão não passa a vida a dizer que “trabalha 24 horas por dia” quando, comprovadamente, passa o mesmo a vida a proclamar que trabalha 24 horas por dia? E o que teria a dizer hoje António Pimenta Machado, se é que segue estas aventuras culinárias, sobre “o melhor funcionário do mundo”, Francisco José Marques, publicando sobre cefalópodes neste Outono quando ainda no último Inverno as paredes das casas, dos escritórios e as montras dos restaurantes dos seus patrões e afins foram pintadas a tinta de choco por adeptos portistas – “híbridos”, certamente – em fúria? Em fúria, sim, vá lá saber-se porquê.

Volta o futebol a sério neste final de semana com a Taça de Portugal depois de uma paragem devida a dois jogos amigáveis da nossa seleção neste período que pode ser chamado de tudo menos de amigável no âmbito alargado do futebol português. Até insultos tem havido. Neste interregno, o presidente do Benfica, por exemplo, chamou “merceeiro” a um comentador afeto ao clube, o que pode ser considerado um insulto. O presidente do Sporting, para não ficar atrás, insultou Luís Filipe Vieira, António Salvador, Augusto Baganha, Octávio Ribeiro, Ribeiro e Castro, Pedro Madeira Rodrigues, Paulo Pereira Cristóvão, Rui Santos e todos os sportinguistas que não o amam a quem chamou “vermes”, o que também poderá ser considerado um insulto. O presidente do Porto não insultou ninguém. Está a aprender francês.

A última prestação de João Gobern no programa “Trio de Ataque” da RTP3 foi o melhor momento de comunicação em prol do Sport Lisboa e Benfica desde que Eliseu saltou para a lambreta na festa do “tetra”. Que classe, Gobern. Aliás, nestas coisas, só há duas classes: 1.ª classe e sem classe nenhuma.



Fonte: Leonor Pinhão @ record

Sábado, 2017/11/18
 - 14;30 - Basquetebol - Sl Benfica -v- Ovarense - Campeonato LPB - Jornada 8 - Pavilhão Fidelidade
 - 16:00 - Voleibol - Sl Benfica -v- Leixões Sc - Campeonato Nacional - Jornada 10 - Pavilhão Nº 2
 - 18:15 - Futebol - Sl Benfica -v- Vitória Fc - Estádio Do Sport Lisboa E Benfica
 - 20:30 - Andebol - Sl Benfica -v- Ada Maia - Campeonato Nacional - Jornada 11 - Pavilhão Nº 2

Domingo, 2017/11/19
 - 16:00 - Futsal - Sl Benfica -v- Modicus - Campeonato Nacional - Jornada 11 - Pavilhão Nº 2
 - 18:00 - Hóquei Em Patins Femininos - Stuart Hc Massamá -v- Sl Benfica - Campeonato Nacional - Jornada 5

Quarta-feira, 2017/11/22
 - 11:00 - Futebol Cska De Moscovo -v- Sl Benfica - Uefa Youth League - Grupo A Jogo 5 - Stadium Oktyabr Artificial Turf
 - 17:00 - Futebol - Cska De Moscovo -v- Sl Benfica Liga Dos Campeões - Grupo A Jogo 5 - Arena Cska
 - 20:30 - Voleibol - Sl Benfica -v- Acs Volei Municipal Zalau - Challenge Cup - Apuramento Jogo 2  - Pavilhão Nº 2